Não, eu não acho justo que eu não sinta nada por você. Mas
também não é justo que eu me engane só pra te agradar. Não posso e nem quero
imaginar você infeliz. E eu não falo isso pra ser uma boa pessoa. Talvez eu não seja mesmo, segundo suas últimas palavras. Talvez eu seja uma pessoa egoísta que ache problemas em tudo, menos em mim. Só irei te poupar de mim... Ok, entendi! Não, não. Não vou me tornar a vítima dessa história como costumo fazer. Você está certo. Ao menos perceba que considerei suas opiniões sobre mim. Por que eu concluí que nós dois não damos certo? Bem, você não gostaria de ser só mais um nome pra mim, não é? Vou ser sincera: não acho justo você me amar e eu pensar em outra pessoa. Sim, ele mesmo! Ei, pare de gritar comigo! Eu não entendo. Você quer continuar com alguém que esqueceu seu último aniversário? Que fala do ex como se ele ainda fosse atual e você, um amigo? Pare com isso e me ouça. Acabou! Seria mais simples eu continuar contigo porque é mais cômodo te enganar. Você nunca percebeu que nas sexta-feiras a noite eu só quero meus amigos, mas nos sábados, quando estou exausta porque bebi todo o estoque de chopp do bar, eu quero alguém pra me cuidar e ficar abraçado comigo? Mas não é porque te amo, é por comodismo. Você gosta? Gosta?! Que pena! Acho que tenho todo seu amor próprio. Acredite, eu só estou fazendo isso para o seu bem. NÃO, NÃO FALEI IGUAL SUA MÃE! Já notou que você está sendo egoísta agora? Está colocando seus sentimentos em primeiro lugar e jogando fora a falta dos meus. Obrigada, eu não quero que você ame por nós dois. Quero te deixar em paz. Sim, eu sei que você me ama e eu gosto de você também. mas... sim... ok, desculpa, não vou pro inferno. Tchau.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Indigestão sentimental
Não me roube as palavras assim desse jeito. Ao menos
deixe-me engoli-las um pouquinho. Permita-me degustar tudo aquilo que eu
gostaria que você fosse. Saborear o carinho e mastigar a dor. Sei que posso ter
uma indigestão de tanto você, mas eu
quero. E muito. Mesmo eu sabendo que todo esse meu apreço seja só meu e não
seu. É a minha receita de você. Não anotarei as medidas porque não posso mais suportar outra refeição. Esse desjejum insosso. O que falta nesse prato é só o seu tempero. Açúcar e mel. Erraram-se os potes; doses de fel. E eu nem
posso pedir para que você prove a minha receita porque você já não gostou dos
temperos.
Deixe-me engolir essas palavras a seco. Não me negue essa última refeição.
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