terça-feira, 7 de junho de 2011
Aroma mentolado
Aquela noite foi mágica, não melhor do que nenhuma noite, mas especialmente mágica porque foi naquela noite que ele a conheceu. Andando, assim na rua, bem simples, era frio. Pashmina cor-de-rosa não diminuía o vento cortante que lhe partia o rosto, usava somente pra ficar bonita. Como se pudesse parecer melhor. Ainda bem que aquele acessório cor-de-rosa estava lá, foi por causa dele que a viu passar rapidamente, com passos rápidos, fortes e agudos, era de pressa, dava pra notar. Quem podia imaginar que aquele cigarro no lado de fora do bar fosse trazer tanta sorte a ele. A pressa dela era tamanha que nem deve ter sentido o aroma mentolado do tabaco. Seguiu-a com os olhos até sumir entre os prédios. Nunca teve tanto prazer em fumar como naquela hora. Voltou a sua mesa com os amigos, pediu mais uma cerveja. - Foi mágica! pensava ele. Foi! Lia o rótulo da bebida como se procurasse o nome daquela mulher. Bebia com gosto. - Amanhã eu te vejo!
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